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Rosa Cris - Astróloga, Educadora e Arteterapeuta Astrologia é a ciência da relação entre os astros no céu e os acontecimentos terrestres, em particular a vida e o destino do homem. O ser humano, além...

Astrologia é a ciência da relação entre os astros no céu e os acontecimentos terrestres, em particular a vida e o destino do homem.

O ser humano, além da capacidade de percepção através dos cinco sentidos, possui a faculdade de se voltar com seu psiquismo para a compreensão da existência e de si mesmo.

Esta faculdade está ligada a algo no ser humano que pode receber diversas denominações, como psiquismo ou vida interior, indicando um lado humano individual, subjetivo em grande parte que, se é formado pelas percepções sensoriais; amalgamando-se à influência do ambiente, por outra parte é formado por desígnios e leis pouco conhecidos.

A Astrologia estuda essas leis, imperceptíveis e ocultas aos sentidos comuns, e suas decorrências para o homem.

No entanto, há um obstáculo para o seu estudo direto: as leis não podem ser percebidas pelos sentidos comuns e, não obstante, apenas estes sentidos estão disponíveis para se empreender tal estudo.

Os órgãos dos sentidos são órgãos comparadores, formando as percepções através dessa comparação. Assim, a sombra permite a captação da existência da luz, os ruídos são o contraste para se perceber o silêncio, a percepção da tristeza permite reconhecermos a alegria.

Assim, a Astrologia parte de uma comparação – ou relação – para tornar visível aos sentidos comuns uma lei maior, oculta à percepção direta e à mentalidade comum.

Essa comparação é feita através de simbologias que mostram como referir acontecimentos terrestres às configurações celestes. Por meio desta comparação, o homem pode conhecer as decorrências de leis maiores na formação de sua própria interioridade e de seu destino.

A Astrologia, uma das ciências tradicionais que estudam as leis invisíveis que ordenam a existência, as Ciências Ocultas, utiliza referências concretas, como os astros no céu, para tornar acessível à visão humana uma realidade mais ampla, invisível aos sentidos comuns, que não pode ser captada ou explicada pelas relações comuns de causa e efeito.

A Astrologia parte de uma comparação concreta, mas não tem como pressuposto, em seu pensamento, a idéia de “causa e efeito”, de “influência”, ou de “efeitos energéticos” entre os astros no céu e os eventos terrestres.

Poderia se dizer, parafraseando o profeta, que “há um momento para tudo e um tempo para todo propósito debaixo do céu”, e que esse tempo, ou melhor, a qualidade do tempo é a mesma num determinado momento no céu – no sistema solar – e na terra – no ser humano – podendo-se conhecer o “momento” de uma pessoa pela comparação ou relação com o céu na hora exata de seu nascimento.

A Astrologia mostra a existência de uma lei maior pela constatação de seus efeitos, visíveis na correlação entre os astros no céu e os acontecimentos na terra.

A Astrologia ocupa uma região limítrofe entre o que pode ser apreendido racional e sensorialmente, e o que está além desse alcance. Mas seus fundamentos originam-se em uma lei maior e invisível, fora, por completo, da apreensão racional.

Em sua abordagem, comumente a Astrologia é colocada por inteiro no campo racional, forçada a se encaixar dentro dos conceitos habituais da ciência onde obviamente não se encaixa devido à sua origem, ou então, é colocada inteiramente fora do campo racional, forçada a depender de “adivinhações” e “visões” onde: também não se encaixa, por ser uma ciência que utiliza a comparação simbólica como metodologia.

Os dois erros são evitados quando a relação entre os astros no céu e os acontecimentos terrestres é estudada com um método racional (simbólico) e quando a visão racionalista não invade o campo das explicações e dos “porquês” há essa relação entre o que está acima e o que está abaixo.

A posição limite ocupada pela Astrologia permite ainda um terceiro tipo de engano em sua abordagem.

Ao abrir à mente humana a um campo de visão além daquele habitualmente conhecido, o estudo da Astrologia cria uma visão nova da existência, onde uma outra sensibilidade, uma outra ética e uma outra forma de experimentar a vida estão presentes.

No entanto, ao se estudar Astrologia, nem sempre se dá a devida atenção aos novos valores que estão presentes junto com o estudo dos conteúdos. O conceito de destino é, por exemplo, um desses novos valores e reconhecidamente ele é muito mal assimilado.

Normalmente utilizam-se os conhecimentos do novo universo com a mentalidade presa ao passado, aos limites comuns da sensorialidade.

A Astrologia, apesar de ter sua porta de entrada nos sentidos de comparação e razão do homem, com esses mesmos sentidos nos leva ao contato com o limite de onde se estende uma realidade mais ampla.